Dosagem de Masterbatch: Como Calcular o Custo da Cor

Dosagem de masterbatch: quanto custa errar a dose da cor?

A dosagem de masterbatch errada custa mais do que aparece na conta. Dosar o masterbatch a mais é pagar por pigmento que o produto não precisa. Dosar a menos gera cor fora do padrão, refugo e retrabalho. Um desvio de cor acima de ΔE 3 já é claramente visível e costuma ser reprovado, segundo a Konica Minolta Sensing.

O prejuízo se calcula com números simples: a dosagem multiplicada pelo preço do masterbatch e pelo volume produzido, somada às perdas de refugo e retrabalho. Quem decide no olho, e não na conta, quase sempre perde margem.

Dosar a mais e dosar a menos custam dinheiro. A dosagem correta é a menor que entrega a cor no padrão, de forma repetível.

Por Fernando Clauss, Diretor Executivo da Procolor. Última atualização: 16 de junho de 2026.

Neste artigo

O que é dosagem de masterbatch e por que ela decide o custo da cor?

A dosagem é o coração do custo da cor. Ela decide quantos quilos de masterbatch entram para cada tonelada de resina processada.

Numa indústria que produziu 7,46 milhões de toneladas de plástico em 2024, segundo a ABIPLAST (Perfil 2025), cada fração de dosagem, multiplicada por esse volume, vira um valor enorme. No seu processo, a lógica é a mesma.

Dosagem correta é a menor dosagem que entrega a cor no padrão, de forma repetível. Nem mais, nem menos. Ela depende da concentração de pigmento no masterbatch: um masterbatch mais concentrado atinge a mesma cor com menos dosagem, o que reduz o custo por peça.

Dosagem de masterbatch é a proporção (LDR, ou let down ratio) de masterbatch adicionada à resina para atingir a cor e as propriedades desejadas, em geral entre 1% e 5%. É essa dosagem que define quanto pigmento você paga e se a cor sai no padrão.

Cor mal dosada: onde exatamente está o prejuízo?

O prejuízo da cor mal dosada tem dois lados. A superdosagem desperdiça pigmento caro. A subdosagem gera cor fora do padrão, refugo e retrabalho. Nos dois casos, o custo por peça sobe e a margem cai.

case de dosagem de masterbatch

Superdosagem: pagar por pigmento que o produto não precisa

Muita gente dosa a mais por segurança, para garantir a cor. Parece prudente, mas é dinheiro jogado fora a cada lote.

Cada 0,1% de masterbatch a mais, multiplicado por toneladas de produção, vira um valor relevante no fim do mês. Em excesso, o pigmento ainda pode afetar propriedades e encarecer o produto sem nenhum ganho visível de qualidade.

Subdosagem: cor fora do padrão, refugo e retrabalho

Dosar a menos economiza na hora e cobra caro depois. A cor fica fraca, fora do tom ou transparente demais.

Quando o desvio passa da tolerância, por exemplo ΔE acima de 3, o lote é reprovado. Aí vem o retrabalho, o refugo, a parada de linha e, no pior caso, a devolução do cliente.

Dado técnico: uma diferença de cor de ΔE maior ou igual a 3 é claramente visível e costuma ser inaceitável, dependendo do setor. Detectar lotes fora da tolerância evita refugo, retrabalho e devolução. Fonte: Konica Minolta Sensing.

Como calcular o prejuízo da cor mal dosada?

O prejuízo se calcula somando duas contas: o custo do pigmento desperdiçado na superdosagem e o custo do refugo e retrabalho na subdosagem. Com a dosagem, o preço do masterbatch e o volume, dá para chegar a um número real.

O custo da superdosagem, na prática

A conta da superdosagem é direta:

Custo da superdosagem = (dosagem extra em %) x (preço do masterbatch por kg) x (volume de resina em kg) ÷ 100

Um exemplo ilustrativo, com valores fictícios apenas para mostrar a lógica: uma linha produz 1.000 kg de resina por hora e dosa 0,5% de masterbatch a mais do que o necessário. São 5 kg de masterbatch desperdiçados por hora.

A um preço de exemplo de R$ 20 por kg, são R$ 100 por hora. Em um mês de produção, o valor passa de dezenas de milhares de reais.

O custo da subdosagem, na prática

O custo da subdosagem é o valor do que virou refugo e retrabalho: material perdido, hora de máquina, reprocesso e, às vezes, devolução.

Custo da subdosagem = material refugado + tempo de máquina perdido + retrabalho + devoluções

Junte as duas contas e você tem o prejuízo real da cor mal dosada. Quase sempre ele é maior que a diferença de preço entre um masterbatch e outro.

Na Procolor, cada cor é desenvolvida e conferida por espectrofotômetro para garantir repetibilidade, e a dosagem certa é definida por try out na sua linha. Fale com o time técnico e pare de perder margem na dosagem.

Falsa economia: quando economizar no masterbatch sai mais caro?

A falsa economia acontece quando você troca por um masterbatch mais barato ou reduz a dosagem para cortar custo, mas acaba pagando mais em dosagem alta, refugo e retrabalho. O barato por quilo pode ser o caro por peça.

Um masterbatch mais barato costuma ter menos pigmento ou dispersão pior. Para atingir a mesma cor, você dosa mais, e a economia da cotação evapora. Reduzir a dosagem no olho para gastar menos leva a cor fora do padrão e a refugo.

A conta certa não é o preço por quilo do masterbatch. É o custo por peça pigmentada, com a cor no padrão e o mínimo de perda.

Masterbatch barato vs. masterbatch consistente

CritérioBarato por quiloConsistente
Concentração de pigmentoCostuma ser menorAdequada e estável
Dosagem para a mesma corMaiorMenor
Repetibilidade de corVariávelAlta
Refugo e retrabalhoMaioresMenores
Custo por peçaPode ser maiorTende a ser menor
O preço da cotação engana. Quem decide por custo por peça e por repetibilidade protege a margem.

Como dosar certo e aumentar a rentabilidade?

Para dosar certo e ganhar margem, use dosagem gravimétrica, controle a cor por espectrofotômetro, trabalhe com masterbatch consistente e defina a dosagem por teste na linha. Assim você corta desperdício e estabiliza a produção.

  1. Defina a dosagem correta por teste. A menor dosagem que entrega a cor no padrão, validada na sua linha, não por estimativa.
  2. Use dosagem gravimétrica. Ela dosa por peso, com precisão em torno de mais ou menos 0,1%, e elimina o excesso de segurança da dosagem volumétrica.
  3. Controle a cor com espectrofotômetro. Medir ΔE em vez de julgar no olho evita reprovar lote bom e aprovar lote ruim.
  4. Escolha masterbatch consistente. Concentração e dispersão estáveis significam a mesma cor com a mesma dosagem, lote após lote.
  5. Padronize e registre. Receita fixa, dosagem registrada e cor medida garantem repetibilidade e reduzem o refugo.

Dosagem gravimétrica vs. volumétrica

A dosagem volumétrica mede por volume e não enxerga variação de densidade. Isso gera desvio de cor e leva o operador a dosar a mais por segurança.

A dosagem gravimétrica mede por peso, corrige em tempo real e permite dosar no mínimo necessário. Fabricantes de dosadores gravimétricos relatam economia de masterbatch de cerca de 20% a 50% frente à volumétrica.

CritérioVolumétricaGravimétrica
Mede porVolumePeso
Corrige densidadeNãoSim, em tempo real
Precisão típicaMenorCerca de mais ou menos 0,1%
Tendência a superdosarAlta, por segurançaBaixa
Economia de masterbatchReferênciaCerca de 20% a 50% a mais
Comparativo entre dosagem volumétrica e gravimétrica. Fonte: Procolor.

A gravimétrica custa mais no começo, mas costuma se pagar rápido em economia de pigmento e menos refugo.

Como a Procolor ajuda a acertar a dosagem e reduzir desperdício?

A Procolor desenvolve e confere cada cor por espectrofotômetro, garante repetibilidade lote a lote e define a dosagem certa por try out na linha do cliente. Isso reduz desperdício de pigmento e refugo, e protege a margem.

  • Controle de cor. A Procolor avalia cor e dispersão em laboratório próprio, com espectrofotômetro, para garantir consistência entre produções e mais de 30 mil cores desenvolvidas.
  • Dosagem definida em campo. A empresa acompanha o teste na linha do cliente por try out e ajuda a chegar à menor dosagem que entrega a cor no padrão.
  • Masterbatch líquido para dosagem precisa. A linha de masterbatch líquido da Procolor permite controle mais preciso da quantidade de pigmento aplicada, reduzindo desperdício e otimizando o consumo de matéria-prima.
  • Experiência e qualidade. Fundada em 1986, a Procolor atua há quase quatro décadas em masterbatches e aditivos, com certificação ISO 9001.

Fonte das informações da Procolor: procolormaster.com.

Perguntas frequentes sobre dosagem de masterbatch

Qual a dosagem ideal de masterbatch?

Depende da concentração do masterbatch, da cor-alvo e da espessura, e costuma ficar entre 1% e 5%. A dosagem ideal é a menor que entrega a cor no padrão de forma repetível, definida por teste na sua linha.

Dosar masterbatch a mais estraga a peça?

Em geral encarece sem ganho, e em excesso pode afetar propriedades. O maior problema da superdosagem é financeiro: você paga por pigmento que o produto não precisa, lote após lote.

Como saber se a cor está fora do padrão?

Medindo com espectrofotômetro e comparando o ΔE com a tolerância acordada. Acima de ΔE 3, a diferença é claramente visível e costuma ser reprovada. O olho humano não é confiável para esse julgamento.

Dosagem gravimétrica vale a pena?

Costuma valer. Ela dosa por peso com precisão em torno de mais ou menos 0,1%, elimina o excesso de segurança e reduz o consumo de masterbatch em cerca de 20% a 50% frente à volumétrica, além de baixar o refugo.

Masterbatch mais barato economiza de verdade?

Nem sempre. Se ele tem menos pigmento ou dispersão pior, você dosa mais e gera mais refugo. Compare por custo por peça pigmentada, não por preço por quilo.

Como calcular o prejuízo da cor mal dosada?

Some o custo do pigmento desperdiçado na superdosagem (dosagem extra x preço x volume) com o custo do refugo e retrabalho na subdosagem. O total costuma superar a diferença de preço entre masterbatches.

O que fazer com a dosagem de masterbatch da sua cor

A dosagem de masterbatch errada é prejuízo que se calcula. De um lado, pigmento desperdiçado na dose a mais. Do outro, refugo e retrabalho na dose a menos. Decidir por custo por peça e por repetibilidade, e não pelo preço por quilo, é o que protege a margem.

A Procolor desenvolve cores com controle por espectrofotômetro, masterbatch líquido para dosagem de masterbatch precisa e try out para definir a dosagem certa na sua linha. Para reduzir desperdício e aumentar a rentabilidade, fale com o time técnico da Procolor e leve a dosagem certa para a sua produção.

Sobre o autor

Fernando Clauss é Diretor Executivo da Procolor, fabricante de masterbatches e aditivos fundada em 1986 e certificada ISO 9001.

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